segunda-feira, 14 de abril de 2014

OFÍCIO DAS TREVAS


O Ofício das trevas é um antiquíssimo ofício Litúrgico
e muito apreciado por toda a igreja.
Ele juntava lições e Salmos em um belíssimo texto retirado do breviário e rezado junto com a comunidade. Durante os séculos houve muitas formas musicadas, inclusive não apenas na forma gregoriana, mas também na forma de música clássica.

Chama-se das trevas porque ao longo do ofício iam apagando-se as luzes da Igreja que terminava em escuridão.

O Ofício das trevas mostra, de forma bastante clara, a figura do servo sofredor e junto d’Ele nos colocamos rezando e meditando sobre os sofrimentos de sua paixão e morte na cruz


Sermão das Sete Palavras



Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte.

As sete palavras de Jesus são:

1 - “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”,
2 - “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”,
3 -  “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”,
4 -  “Tenho Sede!”,
5 -  “Eli, Eli, lema sabachtani? - Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”,
6 -  “Tudo está consumado!”,
7 -  “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”.

 Neste dia, não se celebra a Santa Missa.
Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.  

By Mauro do Coral       


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

HISTÓRIA DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Jornada Mundial da Juventude é uma grande celebração instituída pelo Papa João Paulo II em 20 de dezembro de 1985 que reúne milhões de católicos de todo o mundo, sobretudo jovens.

Com duração de cerca de uma semana, promove eventos da Igreja Católica para os jovens e com os jovens.

Reúne milhares de jovens para celebrar e aprender sobre a fé e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas, além de compartilhar entre si a vivência da espiritualidade.

Inspirado por grandes encontros de jovens do mundo em eventos especiais ocorridos no Domingo de Ramos em Roma, dos anos de 1984 e 1985, o Papa João Paulo II estabeleceu a Jornada Mundial da Juventude como um evento anual (que passou depois a ser com intervalos de dois ou três anos) com o objetivo de alcançar novas gerações, propagando assim os ensinamentos  de Jesus e da Igreja.
A celebração é realizada numa cidade escolhida pelo Papa.
Nos anos intermediários, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, pelas dioceses ao redor do mundo.
Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante a JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows, tudo em diversas línguas.
Em 1995, em Manila, Filipinas o evento reuniu cerca de 4 milhões de pessoas, uma das maiores concentrações de católicos da história.

A primeira Jornada foi realizada, em Roma na Itália em 1985, por ocasião do Ano mundial da Juventude.
Contudo, a instituição oficial da JMJ por João Paulo II só ocorrera em 20 de dezembro de 1985, e a Iª JMJ oficial somente no Domingo de Ramos de 1986.
 A partir de então, passou ser organizada a cada dois anos, como regra geral (algumas, a partir de 2000 ocorreram com três anos de intervalo). Cada evento é organizado em diferentes cidades do mundo.
Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires,na Argentina  onde 1 milhão de participantes ouviram as mensagens do Papa, como esta:

Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja.
( João Paulo II )

Dois anos depois em 1989, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade Espanhola de Santiago de Compostela.
Em 1991, 1,5 milhão pessoas participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa e o Papa João Paulo II foi o primeiro Papa a falar em Esperanto.
Depois da queda do Muro de Berlim, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar livremente do evento.

Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver, diante do impressionante cenário das montanhas rochosas.
Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas.
O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude.
Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo encontro com o Papa.
A cidade canadense de Toronto  no Canadá foi a sede do encontro de 2002, onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. 
O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado:
Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.
A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colonia na Alemanha, ( Weltjugendtag Köln 2005 em alemão), foi a primeira após a morte de João Paulo II.
 O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI naquela que foi a primeira viagem internacional do seupontificado.

 Mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com o Papa na vigília de 20 de agosto.
Em 15 de julho de 2008, em Sidney na Austrália, iniciou-se com o tema: "Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis Minhas testemunhas" ( atos 1:8 )
Em 20 de julho, na missa de encerramento, o Papa convocou os jovens do mundo todo para a Jornada de 2011 em Madri, na Espanha.
Madri reuniu cerca de 1,5 milhão de jovens, com o tema "Arraigados e edificados em Cristo, firmes na fé" ( Colossensses 2:7 )
No dia 21 de agosto de 2011, ao concluir a Missa de envio no aeródromo de Quatro Ventos em Madri o Papa anunciou que a seguinte Jornada Mundial da Juventude seria na cidade do Rio de Janeiro no Brasil.
  Ao fazer o esperado anúncio, o Santo Padre disse:
Agrada-me anunciar agora que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio do Janeiro(...)Peçamos ao Senhor desde este instante que assista com sua força a quantos deverão pô-la em marcha e aplaine o caminho para os jovens de todo o mundo para que possam reunir-se novamente com o Papa nessa bela cidade brasileira(...)Antes de nos despedirmos e depois que os jovens da Espanha entreguem aos do Brasil a cruz das Jornadas Mundiais da Juventude, como Sucessor de Pedro confio todos os aqui presentes esta grande tarefa: levem o conhecimento e o amor de Cristo por todo mundo
A JMJ de 2013, realizada no Rio de Janeiro, Brasil e reuniu cerca de 3,7 milhões de jovens, sendo a segunda maior concentração de jovens da história deste evento.
Apesar de ser organizada pela Igreja Católica, a JMJ é um convite a todos os   jovens do mundo. 
  
História da Cruz da JMJ
A Cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.
Os jovens acolheram o desejo do Santo Padre.
Levaram a cruz ao Centro São Lourenço, que se converteria em sua morada habitual durante os períodos em que ela não estivesse peregrinando pelo mundo.
Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro, e para locais das Américas, Ásia, África e Oceania, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994 a Cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do pais sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.
O Ícone de Nossa Senhora
Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a Cruz da JMJ: o Ícone de Nossa Senhora, Salus Populi Romani uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no ocidente, Santa Maria Maior.
Papa Bento XVI, continuando o legado de seu predecessor, falou na cerimônia de entrega da Cruz e do Ícone da JMJ de um grupo de jovens alemães para uma delegação de jovens australianos no Domingo de Ramos de 2006, enfatizando porque o Ícone de Maria acompanha a peregrinação, junto com a Cruz da JMJ.
Milhões de jovens, desde 1985, participaram das Jornadas Mundiais da Juventude. Centenas de milhares continuam participando a cada JMJ, da graça do evento pelo seu encontro com a Cruz e com o Ícone da JMJ.
Esses símbolos são apresentados ao mundo de forma mais contundente pelos jovens que os levam, não por alguns momentos ou horas, mas pelo exemplo diário de suas vidas cristãs.

By Mauro do Coral


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE - RIO DE JANEIRO 2013



A Jornada mundial da juventude realizada no Brasil em Julho de 2013, foi simplesmente uma grande demostração de amor e carinho principalmente do Papa Francisco ao povo e de resposta imediata do povo para com o sucessor de Pedro. 
Desde que o Papa Bento XVI em 2011 na JMJ de Madri anunciou o Rio de Janeiro para se preparar para a jornada mundial, muita gente se mobilizou para organizá-la.

As autoridades brasileiras, a imprensa jornalística e televisiva e principalmente a igreja em suas paróquias e comunidades iniciaram intensos trabalhos para acolher o Pontífice e fazer com que os objetivos da jornada obtivesse sucesso.                              
Desde sua chegada foi acolhido pelo Arcebispo do Rio de janeiro Dom Orani Tempesta e pelas autoridades políticas do Estado e da Presidente da República. 

Assistiu a um coral de crianças especialmente preparadas para recebe-lo e foram aplaudidas pelo Pontífice.

Em seguida no trajeto quando se dirigia ao Palácio para a cerimônia de Acolhida , uma grande multidão de fiéis seguiram seu carro, correndo do lado, tirando fotos, gritando seu nome, e querendo tocá-lo. Com o vidro do carro abaixado e sorridente, num dia frio ele saudava e cumprimentava a todos que se aproximavam.

Na cerimonia de acolhida após ouvir a Presidente ele se levantou e começou com estas palavras:
" Não tenho ouro nem prata, mas trago a vocês o que tenho de mais valioso: 
JESUS CRISTO."

Em seguida dirigindo-se ao jovens disse:
“A juventude é a janela pela qual entra o futuro no mundo.”
Nesta chegada mandou também um recado a todos fiéis: .....Três simples posturas: conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria.

No dia 24, Papa Francisco fez uma visita a Aparecida, e foi novamente recebido com muita festa e alegria pelos fiéis, lá teve seu momento com Maria e em seguida celebrou a missa na Basílica acompanhado de centenas de sacerdotes e bispos e também líderes de outras religiões. 

As palavras do Papa sempre muito simples e direta encheu os corações, principalmente da Juventude de esperança e coragem:

“Nunca desanimem diante das injustiças e desvios. Vocês queridos jovens possuem uma sensibilidade especial frente as injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias de corrupção, com pessoas que em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício, repito: não desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A igreja está do lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé..”

O início de sua visita foi em meio a tempo chuvoso e frio, mas isso não foi suficiente para esfriar a fé da juventude que enfrentavam horas e longas filas, trazendo também muitas crianças para serem abençoadas pelo Pontífice.

“ Sempre ouvi dizer que os cariocas não gostam de frio e da chuva, mas vocês estão demonstrando que a fé é mais forte do que o frio e a chuva, vocês são verdadeiros guerreiros.”

À igreja o Papa deixa mensagens duras para bispos no último dia de sua visita ao país:
“ Os bispos devem ser pastores próximos das pessoas, pais e irmãos, com grande mansidão, pacientes e misericordiosos, homens que não tenham a psicologia de príncipes. 
Homens que não sejam ambiciosos e que       sejam esposos de uma igreja sem viver na expectativa de outra. 
É preciso sair de suas paróquias e sair para as ruas...aquele mais distante da igreja, mais afastado deve ter um tratamento vip.. ....

Nossos Bispos e Sacerdotes devem amar a pobreza,isto é: sair do interior de suas paróquias e ir ao encontro do irmão que está afastado, sair para as ruas..

Uma grande multidão de fiéis acompanharam a Vigília da jornada  em Copacabana a noite, onde o Papa participou da Via sacra encenada por atores e jovens leigos...que fizeram a montagem de uma igreja no Palco relembrando o pedido de Deus a São Francisco de Assis, 
“ Restaura a minha igreja.”
Na missa de encerramento da Jornada a Missa do “Envio” estiveram presentes além de autoridades cerca de três milhões e setecentos mil fiéis ocupando cada centímetro de Copacabana numa manhã de muito sol.

...Dizem que o casamento está fora de moda, que vocês não são capazes de assumir um compromisso sério, pra vida toda, é a cultura do descartável, eu digo para vocês: sejam revolucionários, neste sentido, remem cotra a corrente, rebele-se contra a cultura do provisório, que diz que você não é capaz de amar pra valer...tenha coragem de ser feliz..

 ...É preciso respeitar os dois extremos...os jovens porque são o futuro e os idosos que tem muita experiência de vida pra contar e ensinar...







....Pai e mãe que não escutam seu filho, o isolam e geram nele um profunda tristeza, tem que escutar, abraçar, beijar...


.....A travessia é longa e cansativa, mas olhem para frente...olhem para frente...!!!





Três milhões e setecentas mil pessoas na sua grande maioria jovens de mais de 150 países estiveram lotando a missa de envio em Copacabana...
Foi uma missa emocionante e muito marcante, o Papa Francisco, agradeceu e se mostrou muito feliz com a receptividade e a alegria de todo o povo que durante a semana enfrentou um tempo frio e chuvoso, mas se manteve firme e acolheu a palavra...isto estava evidente no rosto de cada um..


Ao final da missa o Papa anunciou a próxima Jornada Mundial da Juventude, será em Cracóvia capital da Polônia onde nasceu o Papa João Paulo II.















By Mauro do Coral

sexta-feira, 5 de julho de 2013

SANTA PAULINA

Santa Paulina nasceu em 16 de dezembro de 1865,
em Vigolo Vattaro, província de Trento, na Itália.
Foi batizada no dia seguinte com o nome de Amabile
Lucia Visintainer. Filha de pais muitos católicos Antonio Napoleone Visintainer, que era Pedreiro e Ana Pianezzer,
dona-de-casa.
Em 1873, aos 8 anos, Amabile emprega-se em uma
fabrica de tecidos, onde trabalhou como Tecelã.
No dia 27 de abril de 1874 , aos 9 anos, recebe a Crisma.
Em 1879, com mais ou menos 12 anos,
faz a primeira comunhão. Em 1882, quando tinha 15 anos,
foi convidada pelo Padre Augusto Servanzi, para
juntamente com Virginia, para trabalhos religiosos na Capela São Jorge; ficando encarregadas de ministrar catequese, limpar a capela e cuidar de pessoas doentes, em domicilio.Aos 22 anos, Amabile perde a mãe.
Em 1898, ela fala com Nossa Senhora, após sonhar com ela três vezes que lhe diz:“Amábile, é meu ardente desejo que comeces uma obra: trabalharás pela salvação de minhas filhas.” 
 Aos 07 de dezembro de 1895, Amabile, juntamente com outras jovens da Congregação fazem os votos e adota o nome de Irma Paulina do Coração Agonizante de Jesus.
Em 02 de fevereiro de 1903, Irma Paulina foi eleita com 21 votos para o cargo vitalício de Superiora Geral, passando a ser chamada de Madre Paulina.
No dia 17 de julho de 1903, Madre Paulina é transferida para São Paulo,indo morar no Bairro Ipiranga e dirigir o Asilo Sagrada Família.
Em 1908, Madre Paulina sofre com infâmias de Anna Brottero; uma rica viúva que fazia doações ao Asilo e almejava dirigir o mesmo; por isso, recebe ordens para ir para Nova Trento.

No dia 30 de agosto de 1909, aos 44 anos, Madre Paulina recebe o exilio e é enviada para Bragança Paulista. Primeiramente vai  trabalhar na Santa Casa e depois no Asilo São Vicente. 
Em 1918, foi chamada de volta ao Ipiranga e foi recebida com honras pelas Irmãzinhas.
Em 1938, Madre Paulina estava fazendo flores artificiais e rosários no porão da casa-geral, quando faz um corte no dedo médio da mão direita. Ela era diabética e não cuidou direito do dedo; a ferida se transformou em gangrena diabética e ela teve que amputar o dedo.
Na data de 18 de março de 1938, ela teve que amputar o braço.
Mas nunca reclamou, nunca se lamentou, nessa ocasião ela disse: “Deus me pediu o dedo, depois o braço. Mas por que negar se sou toda dele? 
 “Nunca, jamais desanimeis, embora venham ventos contrários!”.
 “Confiai em Deus e em Maria Imaculada; permaneceis firmes e ide adiante.”
A partir de agosto de 1940, Madre Paulina foi ficando cada vez mais doente; e devido a complicações do diabetes ficou cega.
No dia 09 de julho de 1942,em São Paulo, Madre Paulina encerra sua missão aqui na terra, partindo para a Casa de Deus; aos 76 anos; 
Em 18 de outubro de 1991, na cidade de Florianópolis-SC- Brasil, Madre Paulina foi Beatificada pelo então Papa João Paulo II, que lhe concedeu o titulo de “Bem-Aventurada” e passou a ser invocada pelos cristãos como “Bem-Aventurada Madre Paulina, rogai por nós!”

No dia 19 de maio de 2002, foi canonizada, no Vaticano, pelo mesmo Papa João Paulo II, que lhe concedeu o titulo de “Santa Paulina”,
Santa Paulina, é protetora dos enfermos, das crianças e dos idosos. 
A “Festa de Santa Paulina” é celebrada no dia 09 de julho. 
Santa Paulina é Protetora dos Enfermos, das Parturientes, das Crianças e dos Idosos. É invocada principalmente como Intercessora dos Doentes com Câncer.

By Mauro do Coral



quarta-feira, 1 de maio de 2013

SANTO ATANÁSIO - BISPO E DOUTOR


Atanásio nasceu em Alexandria, no Egito, em 296. 
No ano de 325, deu-se o I Concílio Ecumênico, 
em Niceia, para definir a doutrina autêntica contra a heresia tão capciosa dos arianos, a qual fazia de Jesus uma criatura inferior a Deus Pai. 
Atanásio participou do Concílio na qualidade de assessor do seu bispo, embora fosse somente diácono na época. 

O Arianismo foi condenado e deu-se a definição solene do Credo, o qual nós rezamos até hoje. 
A atuação de Atanásio foi primorosa tanto pela lucidez de sua doutrina quanto pela argumentação bíblica apresentada. 
Os erros dos arianos foram por ele refutados com tanto brilho, clareza e evidência, que causou admiração a todos. 

Atanásio foi o sucessor do bispo de Alexandria, embora tivesse apenas 31 anos, e dirigiu a Igreja de Alexandria por 46 anos, período de muito sofrimento e perseguição. 
Os arianos não lhe deram descanso e, com o apoio do imperador, espalharam muitas calúnias contra Atanásio, que por cinco vezes teve de fugir de sua sede episcopal. 

Refugiava-se no deserto onde conheceu e conviveu com o grande Santo Antão. 
Durante cinco anos ficou lá escondido, saindo somente à noite para dirigir sua igreja e consolar seus fiéis. 
Atanásio foi firme e inquebrantável com seus numerosos escritos. 
Manteve viva a fé no Verbo Encarnado. 

Faleceu reconhecido por toda a Igreja, com 77 anos. 
E como reconhecimento de seu trabalho, fidelidade e fundamentais obras escritas para a Santa Igreja foi declarado Doutor da Igreja. 

By Mauro do Coral

domingo, 14 de abril de 2013

CERCO DE JERICÓ..O QUE É..??


O Cerco de Jericó é uma campanha de sete dias e sete noites de
oração diante de Jesus presente no Santíssimo Sacramento

 Sua inspiração mais remota encontra-se no capitulo 6 do livro de Josué. 
O texto sagrado nos conta que antes de chegar à terra 
prometida o povo de Israel se viu diante das grandes muralhas que o impediam de prosseguir a caminhada. 

 Obedecendo a voz de Deus, Josué, sucessor de 
Moisés e líder do povo, convidou os Israelitas a orarem
 durante sete dias e sete noites rodeando as muralhas de 
Jericó, tendo a frente a Arca da Aliança, sinal da presença 
de Deus que caminha com seu povo.
 
Josué e os Israelitas acreditaram na promessa divina de 
que no sétimo dia durante a sétima volta as muralhas 
cairiam e eles alcançariam a vitória, coisa que de fato 
aconteceu porque o Senhor é fiel e cumpre suas promessas!lhas de Jericó

Nos nossos dias colocamo-nos diante de Jesus presente 
no Santíssimo Sacramento e confiantes no poder da oração, 
pedimos que Ele derrube as muralhas que nos impedem de
 tomarmos posse de uma vida mais santa e feliz.
“Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias.” 
Hebreus 11, 30.

 “Os muros de Jericó caíram ao som das trombetas da oração”, 
afirmava La Pira em 1959, no regresso da primeira viagem que 
um político ocidental efetuava à Rússia, depois da guerra.
 A ORIGEM
Esta prática nasceu na Polônia. O Santo Padre João Paulo II  devia ir à Polônia a 8 de maio de 1979, para o 91º aniversário do martírio de Santo Estanislau, bispo de Cracóvia.
Era a primeira vez que o Papa visitava o seu país, sob o regime comunista; era uma visita importantíssima e muito difícil. Aqui começaria a ruína do comunismo ateu e a queda do muro de Berlim.  
Em fins de novembro de 1978, sete semanas depois do Conclave que o havia eleito Papa, Nossa Senhora do Santo Rosário teria dado uma ordem precisa a uma alma privilegiada da Polônia: “Para a preparação da primeira peregrinação do Papa à sua Pátria, deve-se  organizar na primeira semana de maio de 1979, em Jasna Gora (Santuário Mariano), um Congresso do Rosáriosete dias e seis noites de Rosários consecutivos diante do Santíssimo Sacramento exposto.” 
No dia da Imaculada Conceição (8 de dezembro de 1978), Anatol Kazczuck, daí em diante promotor desses Cercos, apresentou a ordem da Rainha do Céu a Monsenhor Kraszewski, bispo auxiliar da Comissão Mariana do Episcopado. Ele respondeu: “É bom rezar diante do Santíssimo Sacramento exposto; é bom rezar o Terço pelo Papa; é bom rezar em Jasna Gora. Podeis fazê-lo.” 
Anatol apresentou também a mensagem de Nossa Senhora a Monsenhor Stefano Barata, bispo de Czestochowa e Presidente da Comissão Mariana do Episcopado. Ele alegrou-se com o projeto, mas aconselhou-os a não darem o nome de “Congresso”, para maior facilidade na sua organização. Então, deu-se o nome de “Cerco de Jericó” a esta iniciativa. 
O padre-diretor de Jasna Gora aprovou o projeto, mas não queria que se realizasse em maio por causa dos preparativos para a visita do Santo Padre. Dizia ele: “Seria melhor em abril.” “Mas a Rainha do Céu deu ordens para se organizarem esses Rosários permanentes na primeira semana de maio”, respondeu o Sr. Anatol. O padre aceitou, recomendando-lhe que fossem evitadas perturbações. 
         A Santíssima Virgem sabia bem que o Cerco de Jericó em maio não iria perturbar a visita do Papa, porque ele não viria. E, logo a seguir, as autoridades recusaram o visto de entrada no país ao Santo Padre, como tinham feito a Paulo VI em 1966. Consternação geral em toda a Polônia! O Papa não poderia visitar a sua Pátria. 
Foi, então, com redobrado fervor que se organizou o “assalto” de Rosários. E, no dia 7 de maio, ao mesmo tempo que terminava o Cerco, caíram “as muralhas de Jericó”. Um comunicado oficial anunciava que o Santo Padre visitaria a Polônia de 2 a 10 de junho. Sabe-se como o povo polonês viveu esses nove dias com o Papa, o “seu” Santo Padre, numa alegria indescritível! 
         Em várias partes do mundo estão sendo realizados agora Cercos de Jericó. Assim pode-se organizar grupos de pessoas que se revezem de períodos em períodos de tempo, para que seja rezado o Rosário permanentemente durante as 24 horas durante os sete dias em que é feito o cerco de Jericó.

By Mauro do Coral

sábado, 16 de março de 2013

SÃO FRANCISCO XAVIER


Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 1506; 
quando estudante em Paris, tornou-se companheiro de Santo Inácio de Loiola e com ele tornou-se um dos fundadores da Companhia de Jesus. 
Inácio que acalentava esse desejo, tanto lutou e rezou que conseguiu dobrar a vaidade de Francisco que sonhava outros ideais, quebrando-lhe a resistência com a frase de Jesus várias vezes repetida: 
"Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?"
Entregou-se inteiramente à direção espiritual de santo Inácio, dominando seu caráter e foi ordenado sacerdote em Roma, em 1537,  dedicando-se às obras de caridade e aos doentes. 
Partiu em 1541 para o Oriente, e durante dez anos evangelizou  incansavelmente, a Índia e o Japão, convertendo multidões à fé cristã
Foi o primeiro padre europeu a ir àquela antiga civilização. Sustentado pelo espírito de oração e alegria, era bom organizador e sua pregação foi intensíssima, percorrendo a Índia, a Malaca, as Molucas, outras ilhas isoladas do Pacífico 
e o Japão, adaptando a mensagem evangélica às culturas locais.  
Conta-se ter batizado mais de trinta mil pagãos. 
Morreu no dia 3 de dezembro de 1552, acometido de forte febre e exausto pelas fadigas, 
na ilha chinesa de Sancião, com quarenta e seis anos, quando se preparava para clandestinamente evangelizar a China.
Seu corpo está em Goa, Índia. É padroeiro dos missionários.

quarta-feira, 13 de março de 2013

PAPA FRANCISCO


CIDADE DO VATICANO, 13 de março, a fumaça branca da chaminé da capela Sistina anuncia que a igreja já tem um novo Papa.
Ao mesmo tempo, os sinos de São Pedro começaram a tocar confirmando a eleição do novo pontífice.
Uma grande multidão de fiéis cheia de expectativa  lotaram a Praça de São Pedro e começaram a bater palmas quando a fumaça branca emergiu, depois de ter esperado em meio a uma chuva constante e o vento frio de testemunhar um momento histórico.

O Cardeal Argentino Jorge Mário Bergoglio  de 76 é eleito pelo colégio cardinalístico o novo Sumo pontífice da igreja católica, e escolheu se chamar FRANCISCO.

Ele apareceu na janela com semblante sereno e demonstrando muita humildade, agradeceu a multidão, lembrou-se de Bento XVI e pediu e rezou por ele. 
Em seguida pediu ao povo que orasse por ele em silêncio, inclinou-se e ouve então um instante de silêncio absoluto. 
Depois insistiu que cada um deve rezar um pelo outro.

...antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim...

By Mauro do Coral

terça-feira, 12 de março de 2013

CONCLAVE - COMO SE ELEGE UM NOVO PAPA


A eleição de um novo papa é feita através de um Conclave, do latim cum clave, uma referência ao fato de que os cardeais ficam literalmente "com chave" da convivência com o exterior durante o processo de escolha. 
O Conclave deve ser sempre convocado entre 15 e 20 dias após a morte - ou renúncia, de um papa. O período em que é respeitado o luto oficial e são realizados o velório e os funerais do Pontífice é conhecido como novemdiales, quando ocorrem missas em homenagem ao papa falecido por nove dias seguidos. 
O período de transição entre a vacância do papado e a eleição de um novo Papa, é conhecido como Sé Vacante, pois o trono da Igreja fica desocupado. 
A administração dos bens e das leis do Vaticano fica a cargo do Camerlengo, que é responsável por despachar apenas sobre assuntos ordinários, inadiáveis e referentes à eleição. Ele também é responsável por constatar a morte do papa, recolher e destruir o selo e o anel pontifícios e lacrar os aposentos em que o pontífice viveu, ao qual somente o novo Pontífice eleito terá acesso. 
Uma vez tendo recebido a notícia do falecimento do Papa, o Cardeal Decano (presidente do Colégio dos Cardeais) deve transmitir a notícia a todos os cardeais e convocar o Colégio Cardinalício. 
Durante o período de Sé Vacante, o governo da Igreja fica a cargo do Colégio dos Cardeais.
Ele é um dos pouco oficiais da Santa Sé que não perde o cargo durante o período de transição. 
O período de luto e os momentos reservados para que os cardeais se reúnam e debatam as características que o futuro papa deve ter, bem como abordam possíveis candidatos à sucessão papal, se encerram com a missa Pro Eligendo Pontifice, celebrada na Basílica de São Pedro, em que todos os cardeais devem estar presentes e que é realizada na manhã do Conclave. 
Neste mesmo dia na parte da tarde, os cardeais eleitores com vestes corais dirigem-se, em procissão solene e invocando, com o cântico do Veni Creator (“Vinde Espírito Criador...”), a assistência do Espírito Santo, para a Capela Sistina, que, por determinação do papa João Paulo II, é obrigatoriamente o local em que deve ocorrer o Conclave. 
Os cardeais devem ocupar cadeiras já destinadas a eles e que levam o nome de cada um. 
O Camerlengo e cada um dos cardeais leem o juramento que os obriga a aceitar as condições do Conclave. 
Depois de ter prestado juramento, o Mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias pronuncia a ordem extra omnes, e todas as pessoas estranhas ao Conclave deverão deixar a Capela Sistina. Os cardeais encontram-se então, de fato, trancados com chave.
A partir deste momento fica vetado a todos os cardeais e aos demais funcionários do Vaticano que auxiliam no Conclave manter qualquer tipo de comunicação com pessoas que não estejam envolvidas. Bento XVI incluiu recentemente nas regras do Conclave que aqueles que violarem o segredo da eleição do sucessor de Pedro serão punidos com excomunhão - pena que também recebem aqueles envolvidos em compra de votos. 
As regras do Conclave estipulam que apenas 120 cardeais podem participar da eleição e que todos devem ter menos de 80 anos no dia em que o Papa morrer ou renunciar, no caso atual, no dia 28 de fevereiro. Não há regras específicas para o caso de haver mais de 120 cardeais aptos a votar, o que não acontecerá desta vez.
No dia do início das votações, duas mesas são levadas ao altar. 
A primeira é reservada aos cardeais revisores do processo eleitoral. 
Na segunda são colocados três grandes vasos de vidro transparente e uma bandeja de prata sob um pano púrpura.
O processo eleitoral começa com a eleição, por sorteio, de três cardeais escrutinadores que ficarão responsáveis por verificar e contar os votos.
Eles são designados, por ordem de sorteio, como primeiro, segundo e terceiro escrutinador. Em seguida, são sorteados três cardeais infirmarii, que recolhem os votos daqueles que eventualmente vierem a adoecer - estes são recolhidos para a Casa de Santa Marta, onde se alojam todos os cardeais eleitores. 
Por fim, são sorteados três cardeais revisores, que têm a função de ratificar os votos. 
Bento XV definiu que, independente do tempo que o Conclave demore, um cardeal precisa receber dois terços dos votos para ser eleito papa - teoricamente qualquer homem adulto católico pode ser eleito papa, mas desde a organização no formato atual do Conclave, no século XII, apenas cardeais foram eleitos.
A votação compreende três passos: contagem dos votos, verificação dos votos e destruição das cédulas com fogo. 
Iniciada a votação, são distribuídas tiras de papel que estavam depositadas nos três vasos de vidro sobre a segunda mesa. Estas cédulas consistem em um papel branco retangular que traz escrito no topo a frase em latim Eligo in summum pontificem (Elejo como Sumo Pontífice). Cada cardeal recebe cópias extras da cédula para eventuais rasuras e erros.  
O voto deve ser escrito em letras maiúsculas e grafia clara e impessoal, para que não possa ser reconhecido. Assim que definir sua recolha, o cardeal deve dobrar o papel e apertá-lo junto as mãos, recolhendo-se à oração: "Chamo como testemunho Jesus Cristo, o Senhor, que seja meu juiz, que o meu voto seja dado àquele que perante Deus considero dever ser eleito". 
Tendo todos concluído suas escolha, os votos começam a ser depositados pelos cardeais mais velhos. Eles então se dirigem à segunda mesa e depositam o voto sobre a bandeja. 
Em seguida levam esta até a boca do primeiro vaso e a inclinam até que a cédula tenha sido depositada. 
Concluído este processo, o 1º cardeal escrutinador pega o vaso e o leva para mesa de escrutínio. Após agitar a urna para embaralhá-los, começa a retirar os votos. 
O 1º escrutinador confere cada voto, passa para o segundo, que passa para o terceiro, e este lê em voz alta para que os demais ouçam distintamente - se o número de votos não coincidir com o número de cardeais, eles são queimados e ocorre uma nova votação. 
Após o fim do processo, o 3º escrutinador fura e costura cada cédula de voto com agulha e linha na altura da palavra Eligo.
Os votos costurados são então depositados no terceiro vaso. Os escrutinadores então contam os votos.
Na sequência, os revisores repetem a contagem. 
Caso nenhum cardeal atinja dois terços dos votos, todas as cédulas (incluindo as reservas), assim como as anotações feitas pelos cardeais durante a votação anterior, são recolhidas a uma caixa. A caixa é levada a um forno contíguo à Capela Sistina. É adicionada palha molhada e alguns produtos químicos à caixa e ela é queimada, emitindo assim uma fumaça negra. 
Caso um cardeal tenha obtido os dois terços dos votos, o Camerlengo, em nome de todo o Colégio Cardinalício, pede o consentimento do eleito e este deve então aceitar se tornar o novo papa. Se assim o fizer, imediatamente ele deve informar o nome pelo qual deseja passar a ser conhecido. 
O novo papa então é conduzido à Sala das Lágrimas pelo Camerlengo e o Mestre de Cerimônia e troca seu traje por uma batina própria ao novo cargo. 
Três tamanhos de batina são preparados de antemão para que não haja demora nesta etapa. 
Ele retorna ao encontro dos demais cardeais já trajando a batina papal. 
A seguir, estes prostram-se para prestar o ato de obediência ao novo Sumo Pontífice, que consiste em beijar-lhe o pé. 
A caixa que contém os votos da eleição bem sucedida é então levada ao forno, juntamente com palha seca e produtos químicos, para que uma fumaça branca seja expelida. 
O Cardeal Protodiácono, atualmente o francês Jean-Louis Pierre Tauran, segue então para a sacada da Basílica Vaticana e anuncia a eleição do novo papa, pronunciando o tradicional Habemus Papam. O novo Papa é então apresentado ao povo de Roma e ao mundo na sacada da Basílica de São Pedro e dá sua primeira benção como Pontífice.

By Mauro do Coral

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